Blefaroplastia

INFORMAÇÕES GENÉRICAS

A região palpebral costuma ser um demonstrativo de fatores que nem sempre concorrem de maneira positiva para a estética. Entre eles pode-se citar: a idade, a textura da pele, os distúrbios de acuidade visual e até os problemas emocionais. Isto quer dizer que, algumas vezes, o problema estético das pálpebras pode estar ligado a fatores clínicos, não sendo, portanto, um indicativo para cirurgia. Noutras situações o problema clínico está associado ao cirúrgico e mesmo após uma intervenção bem sucedida, ainda assim, poderá persistir um percentual do defeito original, decorrente do distúrbio clínico ao qual está associado.

Por tal razão, o seu cirurgião – após uma análise profunda – intervirá somente naqueles setores que possam ser beneficiados pela cirurgia, lembrando ao seu cliente que a cirurgia plástica das pálpebras retira apenas os excessos de pele e de gordura, procurando corrigir a flacidez muscular e melhorar o aspecto funcional e estético daquelas.
Lembrar, ainda, que só a cirurgia das pálpebras, isoladamente, não proporciona um rejuvenescimento geral à face; isto implicaria em outras condutas associadas à blefaroplastia.

 

INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS

Idade: Não existe uma idade ideal, mas sim, uma oportunidade ideal que é determinada pela necessidade de corrigir o defeito apresentado.

 

Período de internação: É variável de paciente para paciente, mas em média de 6 a 10 horas (com anestesia local). Em caso de ser necessária anestesia geral (o que é raro), este prazo pode alongar-se um pouco mais.

 

Tipo de anestesia: Preferencialmente local, devido à pequena extensão da cirurgia e à boa qualidade dos anestésicos. Em alguns casos pode ser usada sedação prévia. Anestesia geral: utilizada apenas quando há contra-indicação clínica para anestesia local, ou quando a blefaroplastia está sendo feita associada a outras cirurgias.

 

Tempo de cirurgia: Normalmente, em torno de 2 horas, todavia este tempo pode ser maior ou menor, variando em função do paciente e dos detalhes a serem corrigidos em cada caso.

Dor: a blefaroplastia não é uma cirurgia dolorosa. Ocorrendo uma sensibilidade maior ou pequenos surtos de dor, estes serão abolidos com o uso de analgésicos comuns.

 

Oclusão ocular: Não é necessário que os olhos fiquem ocluídos após a cirurgia, embora alguns médicos assim o prefiram. Todavia, é recomendável o uso de compressas frias com água filtrada (ou soro fisiológico), que devem ser trocadas a cada 30 minutos, para evitar que o edema se acentue. Durante o sono, não é necessária a troca de compressas. Este cuidado, durante o dia, é executado pelo(a) próprio(a) paciente, por um período aproximado de 5 dias, dependendo da resposta do organismo.

 

Edema: o edema (inchaço) das pálpebras é comum e varia de paciente para paciente, sendo mais acentuado nos três primeiros dias do pós-operatório. Do 5º ao 8º dia já caminha para uma aparência mais natural. O uso de óculos escuros e compressas frias será extremamente útil nessa fase. O edema pode dificultar o fechamento das pálpebras durante o sono, expondo parte do globo ocular e favorecendo seu ressecamento. Para evitar tal fato é recomendável o uso de pomada oftálmica (por exemplo, Epitesan), que deve ser colocada dentro das pálpebras. Após o 3º mês pode ainda subsistir um edema residual discreto.

 

Manchas roxas: É comum que numa blefaroplastia se dê a formação de “manchas roxas”, que nada mais são que a infiltração de sangue na pele subjacente, podendo se espalhar também pela conjuntiva ocular. Isso se deve ao trauma cirúrgico, não se constituindo em problema, nem sendo considerada uma complicação, mas uma mera intercorrência transitória e, portanto, reversível, em nada comprometendo a visão.

 

Cicatrizes: Sendo a pele das pálpebras de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a se confundir com os sulcos da pele, o que se dará após o período de maturação da pele que é, em média, de 3 meses. Todavia, sendo necessário, poderão ser disfarçadas com o auxílio de uma maquiagem leve, a partir do 3º dia após a retirada dos pontos.

 

Resultado final: Após o 8º dia de pós-operatório já se pode ter uma idéia de 50% do resultado total, o que fica melhor evidenciado na 2ª ou 3ª semana subseqüente, lembrando que esses dados são variáveis de pessoa a pessoa. Todavia, o resultado definitivo só será efetivamente observado após o 6º mês. Quanto aos “pés-de-galinha”, mesmo que devidamente operados, nunca desaparecerão totalmente, havendo apenas uma melhora ao estado anterior. Os sulcos que permanecem são devidos à ação do músculo nessa região e, também, à perda de elasticidade da pele remanescente.

 

RECOMENDAÇÕES ÚTEIS

 

NO PRÉ-OPERATÓRIO

  • Compareça ao local da cirurgia (hospital, clínica), no horário previsto e marcado na sua guia de internação;
  • Apresente-se para a internação acompanhado(a) de alguém;
  • Comunique qualquer anormalidade ocorrida antes da internação;
  • Não use maquiagem no dia da internação;
  • Traga óculos escuros;
  • Venha em jejum completo inclusive de água.

 

NO PÓS-OPERATÓRIO

  • Aplique compressas de algodão embebido em água fria filtrada ou soro fisiológico, que devem ser trocadas a cada 30 minutos, nos primeiros 5 dias;
  • Não traumatize, nem coce os olhos;
  • Proibido leitura ou TV por  3 dias;
  • Evite vento, sol e friagem por 30 dias;
  • Use óculos escuros sempre que se expuser à luz natural;
  • Alimente-se normalmente;
  • Obedeça às prescrições de seu médico;
  • Volte ao consultório para fazer os curativos e as revisões nas datas estipuladas;
  • Consulte essas instruções tantas vezes quantas forem necessárias;
  • Após o 20º dia, poderá voltar às suas atividades normais.